sábado, 8 de setembro de 2012

O sexo e a fidelidade conjugal


FORMAÇÕES

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Sem fidelidade não há união sólida nem família feliz


A Igreja ensina o sentido profundo do sexo; e ele só deve ser vivido no casamento.

“Pela união dos esposos se realiza o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família. Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência da fidelidade e da fecundidade”.

No casamento, a intimidade dos esposos se torna um sinal de comunhão espiritual. "Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento" (Catecismo da Igreja Católica § 2360). O Papa João Paulo II ensinou que: “A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é, em absoluto, algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Ela só se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até a morte” (Familiaris Consortio,11). 

Igreja gosta de apresentar aos esposos o exemplo de Tobias e Sara: 

“Tobias levantou-se do leito e disse a Sara: “Levanta-te, minha irmã, oremos e peçamos a nosso Senhor que tenha compaixão de nós e nos salve”. Ela se levantou e começaram a orar e a pedir para obterem a salvação. Ele começou dizendo: “Bendito sejas tu, Deus de nossos pais. Tu criaste Adão e para ele criaste Eva, sua mulher, para ser seu sustentáculo e amparo, e para que de ambos derivasse a raça humana. Tu mesmo disseste: 'Não é bom que o homem fique só; façamos-lhe uma auxiliar semelhante a ele'. E agora não é por desejo impuro que tomo esta minha irmã, mas com reta intenção. Digna-te ter piedade de mim e dela e conduzir-nos juntos a uma idade avançada”. E disseram em coro: “Amém, amém”. E se deitaram para passar a noite” (Tb 8,4-9).

Assista também: "Harmônia conjugal e sexual do casal cristão", com prof. Felipe Aquino 


“Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido” (GS 49,2). A sexualidade é fonte de alegria e de prazer lícitos. Papa Pio XII mostrou claramente a legitimidade do prazer sexual para os cônjuges; o prazer sexual é legítimo para o casal. O próprio Criador estabeleceu que, nesta função (isto é, de geração), os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber se manter nos limites de uma moderação justa” (Pio XII, discurso de 29 de outubro de 1951). 

Sem fidelidade conjugal o casal não tem vida sexual harmoniosa. Ela é a base do casamento; sem isso não há união sólida e família feliz. A infidelidade é hoje uma grande praga para as famílias; por isso a Igreja a combate fortemente: “O casal de cônjuges forma 'uma íntima comunhão de vida e de amor que o Criador fundou e dotou com suas leis. Ela é instaurada pelo pacto conjugal, ou seja, o consentimento pessoal irrevogável' (GS 48, 1). Os dois se doam definitiva e totalmente um ao outro. Não são mais dois, mas formam doravante uma só carne. A aliança contraída livremente pelos esposos lhes impõem a obrigação de a manter una e indissolúvel (Cf. CDC, cân. 1056). 'O que Deus uniu, o homem não separe' (Mc 10,9; Cf. Mt 19,1-12 e CIC §2364)."

"Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido. E, se ela estiver separada, que fique sem se casar ou que se reconcilie com o seu marido. Igualmente o marido, não repudie a sua mulher” (1 Cor 7,10-11). É muito importante entender isto que o Catecismo da Igreja Católica ensina ao casal cristão:
“A fidelidade exprime a constância em manter a palavra dada. Deus é fiel. O sacramento do matrimônio faz o homem e a mulher entrarem na fidelidade de Cristo à sua Igreja. Pela castidade conjugal, eles testemunham este mistério perante o mundo” (CIC §2365). 

São João Crisóstomo, bispo de Constantinopla e doutor da Igreja, do século V, sugere aos homens recém-casados que falem assim à sua esposa: “Tomei-te em meus braços, amo-te, prefiro-te à minha própria vida, porque a vida presente não é nada e o meu sonho mais ardente é passá-la contigo, de maneira que estejamos certos de não sermos separados na vida futura que nos está reservada [...]. Ponho teu amor acima de tudo, e nada me seria mais penoso que não ter os mesmos pensamentos que tu tens” (Hom. in Eph. 20,8: PG 62,146-147).
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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

domingo, 2 de setembro de 2012

Setembro, mês da Bíblia


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A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar


Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.

São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa "popular" e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.
Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n'Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.

Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida

Intenções do Santo Padre, Bento XVI


 Papa Bento XVI.jpgIntenções do Santo Padre, Bento XVI  para o  mês de Setembro
de 2012
INTENÇÃO GERAL:

A nobre arte da política
Para que os políticos atuem sempre com honestidade, integridade e amor à verdade.
 INTENÇÃO MISSIONÁRIA:

Ajuda espiritual e material às 
Igrejas mais pobres
Para que as comunidades cristãs estejam
sempre mais disponíveis para enviar
missionários, sacerdotes e leigos,
e recursos materiais em favor
das Igrejas mais pobres. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O lazer na vida conjugal


FORMAÇÕES

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Alguns casais têm medo de ficar sozinhos


O casal necessita de tempo para a família. Aqui, nosso olhar estará voltado para o tempo programado pelo casal para estar a sós e se divertir, a fim de que possa, num passo adiante, ter condições para a diversão com os filhos.
Infelizmente, muitos casais não conseguem pensar no divertimento e lazer a sós. Mesmo as desculpas honrosas, como a importância dos filhos, esbarram em absurdos como a necessidade de jamais deixar as crianças. Outras desculpas, simplesmente esfarrapadas, mostram que o casal não se dá bem e tem medo de ficar sozinho por muito tempo.
Divertimento e lazer estão relacionados à importância dada pela família ao estar juntos. Dependem do que aprendemos a respeito de dar valor ou não para a saúde emocional, psicológica e afetiva da família.
Quem herdou, cultivou, reparou que vale a pena se divertir, ter atividades comuns ou somente trabalhou o gosto de ficar junto já percebeu como esse é um aspecto imprescindível para a felicidade.
É preciso ter tempo para namorar, sorrir, gargalhar juntos, sair sem dinheiro, de mãos dadas numa tarde ou noite qualquer, com vontade de viver a vida juntos, relembrar momentos importantes, surpreender um ao outro com perguntas sem graça, ir ao cinema, fazer um lanche, ficar em casa ou combinar um jantar romântico, deixar os filhos com o vizinho ou amigos e planejar uma noite de muito amor sem pressa, cheia de declarações de afeto e carinho.
O lazer diminui tensões, favorece aquelas conversas que ficaram pela metade, ajuda a descobrir novidades no comportamento do outro, dons escondidos e toca naquela felicidade já citada aqui. Casais que não se divertem a sós fogem um do outro. Possuem, ainda, medo de revelar quem são, descuidaram da coisa boa que é admirar um ao outro e precisam conversar sobre isso urgentemente.
E retomando a questão dos filhos, é incrivelmente fundamental que eles cresçam percebendo que seus pais adoram estar juntos. Isso os torna mais maduros e afetivamente seguros.
Para auxiliar esses pontos seguem algumas dicas: Já conversamos sobre a importância de estarmos a sós? Possuímos dificuldades de ter um tempo só nosso? Podemos conversar sobre isso?
(Texto extraído do livro: "Quando o casal reza" de Ricardo e Eliana Sá)
Ricardo e Eliana Sá
#pag. 104

Reflexões



Alguns obstáculos no caminhar para a
santidade familiar

Padre Nicolás Schwizer
Nº. 123 – 15 de janeiro de 2012

1. Sonhar com a família ideal

Um perigo é sonhar com a família ideal e, por
isso, rejeitar a família real. Amar o grupo
familiar é amar a pessoas reais, concretas, de
carne e osso. Quem ama seu sonho de família
mais que a própria família, a julga, a acusa e
condena. Os cristãos são idealistas. Nossos
ideais são sumamente altos: uma família santa é
um desafio fora do comum. Mas os cristãos são
também realistas. Sabem que o crescimento é
lento e que nos exige muita compreensão,
paciência e confiança. Amemos a nossa família
tal como é. Amemos a nossos familiares tal
como são com seus valores e limitações. E a
partir desse amor que é a base de todo,
construamos o futuro.



2. Incapacidade de mudar

Um elemento que pode dificultar o progresso de
uma família é a incapacidade de mudar. Estar
disposto a mudanças ou não é algo pode causar
grandes atritos na vida diária. O crescimento
sempre leva consigo transformação da pessoa, de
sua mentalidade e de sua vida.

Não existe santidade sem grandes mudanças. E a
mudança requer uma combinação de humildade,
valentia, força e energia que podem debilitar-se
com o tempo. Artrite mental ou reumatismo
espiritual, o chama Carlos Vallés, S.J. O lema a
partir dos quarenta pode muito bem ser: “¡deixame
em paz!” Mas em nós, que somos cristãos, é
dizer, jovem de espírito, isso não deveria
acontecer.

O grande inimigo da mudança é o desejo de
segurança. Os caminhos de sempre são claros,
seguros, de confiar. Andando por eles sabemos o
que nos espera e como enfrentar. O novo sempre
implica risco, e o ser humano foge do perigo. A
mudança é sempre contra a corrente.
Entretanto, se buscamos a santidade temos que
ter a fé, o valor e a simplicidade de mudar.

Deixemos que Deus nos mostre novas terras e
nos leve por caminhos desconhecidos. Negar-se
a mudar é endurecer-se, estancar-se. Estar
disposto a mudar é estar disposto a viver, a
crescer, a amadurecer. Estamos dispostos a
isso?

3. Julgar os outros

Outro obstáculo é nossa inclinação a julgar os
outros. As diferenças entre nós, de
mentalidade, forma de ser, critérios distintos,
nos levam a criticar e a julgar com facilidade.

E julgar destrói toda relação. Jesus mesmo
insistia: “Não julgueis”. Não julgar é
mandamento evangélico, é regra básica de
relações humanas e é preceito inevitável de
saúde mental. E, é muito difícil.

Não posso evitar que meus olhos vejam o que
é obvio e que minha mente declare em forma
espontânea que semelhante conduta está mal.
O julgamento de que algo esteja bem ou mal,
deve ser reservado a Deus, o Juiz supremo.

O que posso fazer é expressar claramente
minha opinião sobre uma conduta concreta,
sem emitir um juízo moral sobre ela.

E o que tenho que aprender é limitar meus
comentários a ação, sem julgar a pessoa.
Condenar o pecado e não o pecador é outro
grande princípio cristão. Ademais, se classifica
a pessoa, coloca-se etiqueta, se condena - sem
recurso de apelação.

Perguntas para a reflexão

1. Somos resistentes às mudanças?

2. Julgamos os demais?

3. Como atuo diante da falta de um familiar?

Se desejar subscrever, comentar o texto ou dar seu
testemunho escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

JMJ Rio2013 / Dois riscos- Padre Zezinho



Igreja lembra os 13 anos de morte de dom Helder Câmara



13anosemdomhelderHá 13 anos, a Igreja Católica perdia um de seus maiores líderes, o arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Helder Câmara. Mais que uma liderança religiosa, dom Helder era referência na luta pela paz e pela justiça social; seus exemplos e palavras foram perpetuados até hoje. Em homenagem à sua memória, hoje, 27 de agosto, dom Helder terá seus restos mortais trasladados para uma capela especialmente projetada para recebê-los na Igreja da Sé, em Olinda. Até então, os restos mortais de dom Helder estavam guardados em um túmulo provisório em frente ao altar da Igreja da Sé.
Junto deles, serão colocados também os despojos do padre Antônio Henrique Pereira Neto e de dom José Lamartine, ambos amigos do arcebispo. Padre Antônio Henrique foi assessor da Pastoral da Juventude durante o pastoreio de dom Helder e dom José Lamartine, bispo auxiliar. A cerimônia será presidida às 9h pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.
O site ‘Pernambuco’ informa que dom José Lamartine está enterrado em uma espécie de cemitério, localizado atrás da Igreja da Sé. Já o padre Antônio Henrique está sepultado no cemitério da Várzea, na Zona Oeste do Recife.
O trabalho de dom Hélder é conhecido em todo o mundo. Ele foi arcebispo de Olinda e Recife e também desempenhou funções em organizações não-governamentais, movimentos estudantis e operários, ligas comunitárias contra a fome e a miséria. Sofreu retaliações e perseguições por parte das autoridades do regime militar brasileiro.
A Igreja das Fronteiras, bairro da Boa Vista, ficou cheia de fiéis e emoção na manhã deste domingo, 26. Às 11h, o padre Sebastião Sá, celebrou missa em homenagem a dom Helder Câmara, dando prosseguimento à programação que decorre desde a última sexta-feira, para lembrar o aniversário da morte do arcebispo. O local foi escolhido porque lá dom Helder viveu os seus últimos dias, até falecer, em 27 de agosto de 1999.
Padre Antônio Henrique foi torturado e assassinado em 1969, durante o regime militar. O crime está impune até hoje, mas ganhou prioridade nas investigações da Comissão Estadual da Memória e Verdade. O sacerdote é tido como "Mártir da Juventude da Arquidiocese de Olinda e Recife".