segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Principais atividades do Ano da Fé


A Igreja vai celebrar o “Ano da Fé” entre 11 de outubro de 2012 – 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – e 24 de novembro de 2013, conforme anunciou o Papa em 16 de outubro de 2011, durante a Missa conclusiva do primeiro encontro internacional de novos evangelizadores. Diversas atividades marcam o calendário do Ano,entre as quais estão aquelas que o Papa vai presidir.
2012
6 de outubro - Pátio do gentios
A primeira atividade associada ao Ano da Fé será uma edição da iniciativa “Pátio dos Gentios” em Assis, Itália, com to ema “Deus, esse desconhecido”, o encontro entre crentes e não crentes antecipará a abertura oficial do Ano.
7 a 28 de outubro - Sínodo
Na sequência, haverá a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre “Nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.
11 de outubro - Abertura solene
Bento XVI presidirá a solene abertura do Ano da Fé na Praça São Pedro, ao lado dos participantes do Sínodo e dos presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo.
12 de outubro - "A fé de Dante"
A igreja de Jesus, no centro de Roma, vai hospedar uma sessão cultural e artística sobre “A fé de Dante”. Será apresentado o canto XXIV do Paraíso da Divina Comédia, que descreve a profissão de fé do poeta italiano.
21 de outubro - Canonizações
Bento XVI canonizará seis mártires e testemunhas da fé: um missionário jesuíta mártir em Madagascar; um catequista leigo, martirizado nas Filipinas; um padre testemunha da fé na educação dos jovens; uma religiosa que testemunhou a fé no leprosário da ilha de Molokai; uma outra religiosa, espanhola; uma leiga indiana convertida à fé católica; e uma leiga da Baviera, testemunha do amor de Cristo no leito de sofrimento.
20 de dezembro até maio de 2013 - Exposição no Castelo de Santo Ângelo
Haverá no Castelo Santo Ângelo uma exposição sobre o Ano da Fé.
2013
25 e 26 de fevereiro - Congresso
Em Roma, um congresso internacional debaterá o tema “São Cirilo e São Metódio entre os povos eslavos”.
18 de maio - Vigília com movimentos eclesiais
A vigília de Pentecostes será presidida pelo Papa com a participação dos Movimentos eclesiais.
2 de junho- Adoração eucarística
Na Festa do Corpo de Deus, o Papa presidirá a solene adoração eucarística e em todo o mundo, nesse mesmo dia, dioceses, paróquias e outras comunidades são convidadas a promover adorações.
22 de junho - Concerto
Em 22 de junho, um grande concerto na Praça de São Pedro vai celebrar o Ano da Fé.
23 a 28 de julho - JMJ
Logo depois, a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a28 de julho, no Rio de Janeiro, prevê a participação do Papa.
29 de setembro - Jornada dos catequistas
Jornada dos Catequistas, Bento XVI recordará 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica.
13 de outubro - Nossa Senhora
O Papa presidirá uma celebração em honra de Nossa Senhora, com a participação das associações marianas.
24 de novembro- Encerramento
Celebração conclusiva do Ano da Fé.

sábado, 11 de agosto de 2012

Dia dos Pais




Agosto é o mês vocacional. No segundo domingo celebramos a vocação da família, tendo os pais como destaque. Os nossos sentidos se voltam para Deus como Pai, pedindo a Ele as bênçãos pelas famílias e pelos nossos pais.

Alguém costuma dizer que as comemorações do Dia dos Pais começaram na antiguidade, na Babilônia, já quatro mil anos passados. Conta a história que um jovem chamado Elmesu teria esculpido em argila um cartão, que depois foi entregue a seu pai.

A data de comemoração do Dia dos Pais é recente. Remonta a 1909, por iniciativa de uma norte-americana que queria um dia especial para homenagear seu pai, viúvo e que tinha conseguido criar, sozinho, seus seis filhos. Com isto, o primeiro Dia dos Pais aconteceu em 19 de junho de 1910.

Nas comemorações foi escolhida a rosa como símbolo oficial da festa, sendo a vermelha para homenagear os pais vivos, e a branca para os pais falecidos. Em 1972 proclamou-se, nos Estados Unidos, o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.

No Brasil, o Dia dos Pais começou em 1953. A iniciativa foi feita pelo jornal “O Globo” do Rio de janeiro, incentivando celebração em família, tendo como base sentimentos e costumes cristãos. A data foi fixada no segundo domingo do mês de agosto.

Mais tarde, 1955, a data começou a ser comemorada em São Paulo, por iniciativa do grupo “Emissoras Unidas”, que reunia Folha de São Paulo, TV Record e Rádio Panamericana, com um show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Ali vários pais foram homenageados.

Diante de tais realidades, o Dia dos Pais acabou contagiando todo o Brasil e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto. Isto acontece também em diversos outros países, mas em dias diferentes.

Olhemos para os pais como caminho de realização dos filhos. Cabe a eles uma educação de qualidade para a vida, principalmente com seu testemunho coerente de vida. Parabéns aos pais e que sejam imagem e semelhança de Deus Pai. 

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tem início Semana Nacional da Família: A Família o trabalho e a Festa



A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convoca todos os filhos da Igreja para a Semana Nacional da Família 2012 e motiva todos os agentes da Pastoral Familiar a celebrarem e promoverem o dom precioso da família, “patrimônio da humanidade”. Seguindo o VII Encontro Mundial das Famílias, em Milão, a comissão sugere que seja trabalhado nos grupos familiares e comunitários, tanto na Semana Nacional da Família (12 a 18 de agosto), como em outros períodos, o tema: ‘A Família: o trabalho e a festa.’

Todos as pessoas que acreditam e amam a família são convidadas através de momentos de encontro e celebração, com a preocupação de promover o valor único e próprio da família a organizarem e participarem da Semana Nacional da Família.

A Semana Nacional da Família tem como objetivo geral promover, fortalecer e evangelizar a família, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, (cf. Jo 10,10) rumo ao Reino definitivo (DGAE) e, assume como desafio os mesmos objetivos da Pastoral Familiar, dentre eles:

- Formar agentes qualificados que transmitam os ensinamentos da Igreja com simplicidade, clareza e precisão, sem prescindir da compreensão e da caridade cristãs perante as diversas realidades vividas pelos casais, acolhendo toda e qualquer realidade familiar.

- Promover o fortalecimento dos laços familiares nos ensinamentos evangélicos e apontar caminhos para a solução das crises e dos problemas intrafamiliares de todo tipo.

- Incentivar o crescimento da espiritualidade familiar de diferentes maneiras, de tal modo que pais e filhos encontrem, no lar o ambiente mais propício para o desenvolvimento da sua vida crista.

- Unir esforços para que a família seja, de fato, um santuário da vida, valorizando o ser humano em todos os seus estágios, desde a concepção até a morte natural, contrapondo as leis que contrariam essa verdade natural.

- Despertar a família para sua missão sagrada, insubstituível e inalienável de educadora, de escola onde se aprendem e experimentam os valores humanos e evangélicos/religiosos.

- Motivar o sentido missionário da família, buscando todos os meios para sanar e fortificar esta “célula” básica da sociedade da qual deriva o vigor a todo o organismo social, podendo utilizar o recurso de Associações de Família.

- Oferecer contínuo apoio aos casais e famílias das comunidades e paróquias, e reaproximar as famílias afastadas da Igreja, promovendo a participação das famílias nos tempos litúrgicos mais importantes e igualmente suscitar reuniões de reflexão de subsídios especialmente preparados para esse fim e eventos celebrativos.

- Prosseguir na articulação e na busca de apoio dos integrantes dos Movimentos, Serviços e Institutos Familiares e de promoção e defesa da vida.
Fonte: CNBB

ELEIÇÕES MUNICIPAIS – 2012


Critérios para a participação política dos cristãos


(Foto: TSE/Divulgação)As eleições municipais se aproximam e, com elas, um dos mais importante exercício de cidadania, o voto. Por isso a Diocese de Camaçari, a partir da orientação apresentada pela Doutrina Social da Igreja, que tem a tarefa específica de orientar os cristãos para julgar a situação social, política e econômica no qual estão inseridos, apresenta aos membros das famílias brasileiras, em especial as católicas, alguns critérios de vida e família na escolha dos candidatos.
1.    O primado da pessoa diante do Estado e da sociedade.
Desde o início da Doutrina Social da Igreja, com a Rerum novarum (1891), a pessoa é considerada não como um apêndice da sociedade, uma célula de um órgão maior, mas como algo que tem uma prioridade absoluta. A prioridade da pessoa é dada pela sua própria consistência: a raiz última da dignidade da pessoa é que cada ser humano é imagem e semelhança de Deus, é relação com o Mistério criador do qual depende. Por isso, cada pessoa tem uma dignidade inviolável, a cada pessoa é devido um respeito sagrado, desde a sua concep-ção até o término natural de sua vida. Por esse motivo a igreja considera atraso de vida e retorno à barbárie tudo o que ofende a dignidade e destrói a pessoa, desde o aborto até o uso de células tronco embrionárias, o trabalho escravo, a fome e a violência, as diversas formas de agressão e a eutanásia.
2.    A promoção da família.
A família é o primeiro lugar no qual a pessoa tem a possibilidade de crescer, realiza sua humanidade, encontra terreno para o seu pleno desenvolvimento. A família nasce da liberdade das pessoas e corresponde ao desígnio de Deus. O amor humano, vivido na plena reciprocidade de afetos e de responsabilidade, alcança sua plenitude quando se funda no sacramento do matrimônio e dá vida a um vínculo entre o homem e a mulher que se amam, que tem dimensão pública, estável, fiel, é aberto a gerar vida e a acolhê-la, protegido pela indissolubilidade, alimentado pela presença de Jesus Cristo morto e ressuscitado. A família expressa a maior cooperação entre os sexos e entre as gerações, pois seus membros vivem o dom sincero de si até com sacrifício próprio para o bem do outro, imitando Jesus que se doa a nós até o fim, experimentando a mais intensa comunhão entre pessoas, conforme a imagem da Santíssima Trindade. Por isso, a família difunde no seu interior e ao seu redor um clima de cuidados e de solidariedade, constituindo assim o maior recurso para a pessoa e para a sociedade. A Igreja se preocupa com a forte tendência da cultura atual que não mais valoriza o dom de si para o bem do outro, antes, dá o privilégio ao bem estar individual, até mesmo com sacrifício de outros, como documenta a decisão do STF que privilegia o bem estar da mãe, sacrificando a vida do seu bebê portador de anencefalia. Esta tendência transborda os limites jurídicos, torna-se mentalidade comum e está na origem da maioria dos conflitos familiares, das agressões, das violências, do descaso. A família constroi um estilo de vida que promove a solidariedade e a paz, e isto é de interesse  de toda a sociedade. Por isso, ela merece ser protegida e não descaracterizada pelo Estado como acontece quando qualquer união com base afetiva é a ela equiparada, mesmo faltando as características que a identificam.
3.    A liberdade de educação. 
É o princípio que afirma a liberdade dos pais de educarem os filhos na visão que, a seu juízo, mais desenvolve a pessoa humana. Trata-se da defesa da liberdade para todos. Todos têm o direito de fazer crescer os filhos dentro de uma determinada visão que contém una riqueza de valores, de cultura e de perspectivas de desenvolvimento. Quando escolas públicas ou privadas se arrogam o direito de dar uma “formação” contrária aos interesses dos pais, como no caso de equívocas orientações no campo da sexualidade, os pais têm o direito garantido pela Constituição e o dever de reivindicar com todos os meios legais que que seja respeitada a educação que eles querem para seus filhos. Os católicos, defendendo a liberdade de educação prestam serviço a todos os pais. Trata-se de uma luta pela afirmação e pelo desenvolvimento de uma identidade cultural que constitui, juntamente com outras identidades, o tecido do povo. O verdadeiro pluralismo democrático consiste na convivência de várias identidades culturais, no respeito pela diversidade.
4.    A liberdade religiosa
É a síntese de todas as liberdades e afirma o Estado laico como verdadeiramente democrático quando respeita todas as identidades, sem o viés autoritário que quer eliminar algumas. Quando essa liberdade é reconhecida, a pessoa é respeitada em sua prioridade. É um princípio que garante à pessoa a possibilidade de seguir o caminho que considera mais oportuno para realizar seu destino. Por isso a Igreja se empenha pela liberdade de todas as experiências religiosas. Um Estado que reconhece a liberdade religiosa, defende todas as outras liberdades, porque respeita o que dá sentido à vida do outro. No contexto da liberdade religiosa, torna-se de fundamental importância o ensino religioso nas escolas públicas. Os adolescentes constituem o segmento da população que vive em mais alto risco, pois eles se encontram numa situação em que não estão mais sob a autoridade dos pais e ainda não dispõem de maturidade suficiente para orientar autonomamente suas vidas para o bem. A ausência de grandes ideais e valores os deixa vulneráveis a propostas portadoras de destruição e morte. O ensino religioso é o caminho para que sejam ajudados a crescer tendo metas e objetivos positivos para a existência e a elaborar um projeto de vida construtivo de sua pessoa e do bem para a sociedade.  
5.    Os princípios de solidariedade e de subsidiariedade. 
- O princípio de solidariedade fomenta uma cultura na qual as pessoas, as famílias as associações, o mercado e Estado ficam atentos aos desfavorecidos e cooperam entre si para atender suas necessidades. Desde a Rerum novarum até a Centesimus annus e a Caritas in Veritate, o juízo da Igreja é que a atenção de toda a sociedade esteja voltada para oferecer oportunidades de trabalho e fontes de subsistência a pessoas e grupos menos favorecidos, numa autêntica opção preferencial aos pobres. Os documentos da Igreja afirmam que fortalecer a solidariedade e agir de acordo com ela é uma obrigação do Estado (cf. Laborem exercens, n° 8).
- O princípio de subsidiariedade foi expresso claramente na Quadragésimo anno, de Pio XII (1931). Afirma-se que o estado deve respeitar as competências prioritárias das pessoas, das famílias e dos gru¬pos intermediários. Uma realidade maior (o Estado) não pode se substituir ao que deve e ao que pode fazer uma realidade menor (as famílias e agregações sociais intermediárias, outros organismos). Ao lado da família, desenvolvem-se agregações e entidades intermediárias, por exemplo, as associações de famílias; trata-se de conjuntos de pessoas e famílias que têm em comum uma visão da realidade e objetivos concretos. A sociedade não é feita de gente anônima, mas de pessoas que enfrentaram junto desafios, calamidades, quer naturais, quer sociais e políticas (inundações, secas, miséria e fome, restrições das liberdades democráticas) que têm laços de cultura, de religião, com valores e metas partilhados que remetem à experiência de povo, configuram o pertencer ao povo. Se uma coisa pode ser feita pela família ou por esses corpos intermediários, o Estado não deve se colocar no lugar deles e, ao mesmo tempo, deve subsidiar esses grupos para que sejam facilitados em suas responsabilidades. Este princípio é a maior garantia contra toda forma de totalitarismo. O princípio de subsidiariedade é contrário tanto ao estatalismo (o Estado sabe tudo, faz tudo, resolve tudo) quanto ao Estado liberal que não se ineteressa em cuidar das necessidades do povo. O princípio da subsidiariedade valoriza a criatividade, a comunhão e a participação das pessoas. Na Doutrina Social da Igreja, a função do Estado é de promover o "Bem Comum" oferecendo os meios para o desenvolvimento das pes¬soas e das agregações sociais que nascem das pessoas.
Considerações 
Com estas observações indicamos alguns pontos de reflexão e conduta para não ficarmos passivos diante das circunstâncias sociais e políticas e para julgarmos, segundo a Doutrina Social da Igreja, o que está acontecendo na realidade brasileira. O fazer política não começa quando se entra nas questões partidárias ou técnico-fïnanceiras, mas quando se vive de acordo com valores e critérios que nascem da experiência de pertencer ao Ideal e a um povo concreto, alternativos aos interesses do mercado e aos jogos de poder do Estado.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convida todas as famílias a votarem em candidatos que comungam e promovem a vida e a família, e ainda,  incentiva  o empenho de todos na aplicação da Lei 9.840, de combate à corrupção eleitoral, bem como da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem já foi condenado, em primeira instância, por um colegiado, ou que tenha renunciado a seu mandato para escapar de punições. O Brasil que queremos é feito de cidadãos que se empenham pela justiça e fraternidade. Como famílias dos filhos de Deus e com as bênção da Sagrada Família, façamos das próximas eleições um grande momento de promoção da vida e da família.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dar de comer



                “A política é uma das mais altas expressões da caridade”. É uma realidade que deve ser levada em conta no momento eleitoral. Falamos de caridade, de “dar de comer a quem tem fome”, mas nem sempre pensamos que isto é uma atitude política, no sentido de que “política é a arte de se fazer o bem”. É a realização do bem comum na comunidade onde atuamos como pessoas humanas.

Os nossos governos têm a obrigação fundamental de fazer uma política limpa, marcada pela ética e com muita transparência. Do contrário, não podem contar com a confiança dos eleitores. E também não vão dar de comer a quem tem fome, isto é, não serão capazes de trabalhar para diminuir a distância existente entre as classes sociais e econômicas, situação gritante em nosso país.

A vida cristã é marcada por valores diferentes daqueles que orientam a sociedade secular. O suporte deve ser o amor ao próximo, o fato de um poder contar com o outro, mesmo tendo ideias diferentes. Formamos uma comunhão e o egoísmo rouba de nós esta dignidade, impedindo a prática efetiva de gestos concretos de unidade e fraternidade.

O alimento é tão importante para a vida, que até encontramos uma frase bíblica que diz: “era melhor ser escravo no Egito e ter o que comer do que ser livre e passar fome” (cf Ex 14, 12). Liberdade e fome são contraditórias e ambas são exigências para uma vida digna. Por isto, é indispensável deixar de lado hábitos de natureza puramente egoísta.

Não há partilha e alimento para todos se o ser humano não tirar do foco os próprios interesses. Deve identificar a própria vontade e agir com a de Deus. Corremos o perigo de uma politica totalmente desconectada com o interesse da maioria, principalmente daqueles que passam fome, ficando à margem de uma cultura de vida digna.

Não só no mundo politico, mas há pessoas que usam da religião como fonte de lucro e privilégios pessoais. Não estão preocupadas com o irmão, mas com o conforto e prosperidade pessoais. O gesto da partilha não é troca de favores, milagres e curas, mas identificação com Cristo, que dá a vida para todos terem vida.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

domingo, 5 de agosto de 2012

Vocação Sacerdotal



O mês de agosto é identificado por nós como o “Mês das Vocações”, refletindo o compromisso que cada cristão tem em relação ao seu batismo. Daí brota o compromisso vocacional, fruto da participação no sacerdócio de Jesus Cristo. Esta participação pode ser em nível de sacerdócio batismal ou ministerial, fato que acontece no sacramento da ordem.

No primeiro domingo olhamos para a figura do padre, para aquele que tem uma missão bem precisa e estritamente sobrenatural, porque o chamado é feito pelo próprio Deus. A escolha não é do vocacionado, mas do próprio Cristo, de forma especial e totalmente voltada para a missão na vida da Igreja.
A vocação é uma ação gratuita, é um presente de Deus e dentro das nossas possibilidades.  Deus não exige o impossível e dá a sua graça a quem Ele convida. Foi o que aconteceu na escolha dos apóstolos, todos chamados pelo nome, pessoas simples, alguns pescadores, fazendo deles “pescadores de homens” e verdadeiros missionários.

A resposta ao chamado não é uma ação simplesmente humana, porque a iniciativa não é nossa. O vocacionado tem que contar com a presença revitalizadora de Deus dando a dimensão da responsabilidade que sinaliza a ação da Igreja no mundo. Cada vocacionado age em nome da Igreja como instrumento do Reino.

Ao voltar para junto do Pai, Cristo quis contar com os sacerdotes para continuar sua missão no mundo. Isto tem acontecido em todos os tempos da história da Igreja e dos povos, sendo uma presença de sinal do sagrado e da construção de uma cultura mais humana e cristã, dando o perfil sacramental da comunidade cristã.

Ser padre pode ser um peso para a pessoa vocacionada, mas é uma vocação que deve ser assumida com determinação e plena liberdade. Deus não força ninguém ao dar a sua resposta. Ele faz a proposta e espera de nós uma resposta pessoal, consciente e natural, em vista do bem da humanidade e da construção da sociedade cristã de acordo com a Igreja e Jesus Cristo.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Oremos Agosto


INTENÇÕES DO SANTO PADRE – AGOSTO


Respeito pelos presos. Para que os presos sejam tratados com justiça e seja respeitada a sua dignidade. [Intenção Geral]

Jovens, testemunhas de Cristo. Para que os jovens, chamados ao seguimento de Cristo, se disponham a proclamar e testemunhar o Evangelho até aos confins da terra. [Intenção Missionária]