sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

MAIS UMA VEZ, RECOMEÇAR



O ECC OURO PRETO está, mais uma vez, recomeçando as suas atividades a partir deste mês de fevereiro e, conforme os anos anteriores, este é o momento em que todos nós que fazemos a família ECECEANA, renovarmos nossa força, nossa vontade e nossa disposição de apoiar os novos dirigentes escolhidos para conduzir os destinos do ECC, durante este ano de 2013. Este ano, especialmente, o nosso serviço deverá ser ainda mais voltado para a espiritualidade individual, conjugal e comunitária; isso porque estamos vivendo o ANO DA FÉ, instituído pelo Santo Padre Papa Bento XVI.
Dessa forma, aumenta a nossa responsabilidade e o nosso compromisso de multiplicadores da Palavra de Deus; aumenta também (e assim deve ser) a nossa sede de buscarmos e seguirmos, cada vez mais, o verdadeiro caminho do encontro com Cristo.
Peçamos a Deus que ilumine os novos casais dirigentes do ECC que, com muita alegria atenderam ao chamado de Jesus e, aceitaram assumir a tarefa de conduzir os trabalhos e os objetivos do ECC de Ouro Preto, visando à evangelização das famílias e o serviço pastoral da nossa Igreja.
Com efeito, cabe a nós ECECEANOS nos esforçarmos para corresponder com nosso apoio e a nossa participação, sempre que formos convocados pela nova equipe dirigente, pois, torna-se impraticável alcançarmos a sensação do dever cumprido, se não houver a união de todos respaldada no amor a Cristo, à nossa Igreja e, aos irmãos que professam a nossa santa religião Católica. Por tudo isso, vamos todos juntos, MAIS UMA VEZ, RECOMEÇAR!

NOVOS DIRIGENTES DO ECC OURO PRETO – 2013

CASAL FICHA – FABIANO E JÔ
CASAL FINANÇA – ANTONIO E LUCICLEIDE
CASAL MONTAGEM – ALEXANDRE E LEILA
CASAL PALESTRA – SILVIO E GENILZA
CASAL PÓS ENCONTRO – BRUNO E BARTIRA

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Fraternidade e Juventude - CF 2013

Tema: Fraternidade e Juventude
Lema: Eis-me aqui, envia-me!
(Is 6,8)

Fraternidade e Juventude - CF 2013

Objetivo Geral
Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção da vida, da justiça e da paz.
Objetivos específicos
1 - Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a
elaboração de seu projeto pessoal de vida;

2 - Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada, para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;

3 - Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.
Guia Litúrgico da Quaresma
17/02/20131° Domingo da QuaresmaDt 26,4-10 / Sl 90 / Rm 10,8-13
Lc 4,1-13
Nem só de pão vive o homem.
24/02/20132° Domingo da QuaresmaGn 15,5-12.17-18 / Sl 26 / Fl 3,17-4,1
Lc 9, 28-36
Mestre, é bom ficarmos aqui.
03/03/20133° Domingo da QuaresmaEx 3.1-8.13-15 / Sl 102
1Cor 10,1-6.10-12 / Lc 13, 1-9
Se vocês não se converterem, vão morrer todos do mesmo modo.
10/03/20134° Domingo da QuaresmaJs 5,9.10-12 / Sl 33 / 2Cor 5,17-21
Lc 15,1-3.11-32
Esse homem acolhe pecadores e come com eles?
17/03/20135° Domingo da QuaresmaIs 43,16-21 / Sl 125 / Fl 3,8-14
Jo 8,1-11
Pode ir, e não peque mais.
24/03/2013Domingo de RamosIs 50,4-7 / Sl 21 / Fl 2,6-11
Lc 22,14.23,56
Façam isto em memória de mim.
 


Fonte: http://www.portalkairos.net/campanhadafraternidade/#ixzz2KjIopf7N

Como viver bem a Quaresma?



Vivendo o tempo especial da Quaresma
Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20);  “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.” (2 Cor 6, 1-2).
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, ”voltamos ao pó” que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: “És pó, e ao pó tu hás de tornar”. (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos  contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola (“remédios contra o pecado”). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos,  a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: “ Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal.”
Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.
Quaresma é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca”.
Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.
Santo Agostinho dizia que “o pecador não suporta nem a si mesmo”, e que “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.
Para isso podemos fazer uma Confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Jesus quis que nos confessemos com o Sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do Confessor e entregar  a Cristo nele representado, as suas misérias.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda  durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.
Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua “lembrança”, mas a sua “presentificação”; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, “torna-se presente a nossa redenção”.
Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.
Prof. Felipe Aquino

Por que o Papa Bento XVI renunciou?



Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
Diocese de Cuiabá


Arquivos Canção Nova
Padre Paulo Ricardo, Arquidiocese de Cuiabá
Non prævalebunt!

Na manhã deste dia 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes, fomos colhidos pela notícia espantosa de que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, renunciou ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro.

Acesse
.: Todas as notícias sobre a renúncia do Papa Bento XVI


Em discurso ao Consistório dos Cardeais reunidos diante dele, o Papa declarou que o faz "bem consciente da gravidade deste ato" e "com plena liberdade".

É evidente que a renúncia de um Papa é algo inaudito nos tempos modernos. A última renúncia foi de Gregório XII em 1415. A notícia nos deixa a todos perplexos e com um grande sentimento de perda. Mas este sentimento é um bom sinal. É sinal de que amamos o Papa, e, porque o amamos, estamos chocados com a sua decisão.
Diante da novidade do gesto, no entanto, já começam a surgir teorias fabulosas de que o Papa estaria renunciando por causa das dificuldades de seu pontificado ou que até mesmo estaria sofrendo pressões não se sabe de que espécie.

O fato, porém, é que, conhecendo a personalidade e o pensamento de Bento XVI, nada nos autoriza a arriscar esta hipótese. No seu livro Luz do mundo
 (p. 48-49), o Santo Padre já previa esta possibilidade da renúncia. Durante a entrevista, o Santo Padre falava com o jornalista Peter Seewald a respeito dos escândalos de pedofilia e as pressões:

"Pergunta: Pensou, alguma vez, em pedir demissão?

Resposta: Quando o perigo é grande, não é possível escapar. Eis por que este, certamente, não é o momento de demitir-se. Precisamente em momentos como estes é que se faz necessário resistir e superar as situações difíceis. Este é o meu pensamento. É possível demitir-se em um momento de serenidade, ou quando simplesmente já não se aguenta. Não é possível, porém, fugir justamente no momento do perigo e dizer: "Que outro cuide disso!"

Pergunta: Por conseguinte, é imaginável uma situação na qual o senhor considere oportuno que o Papa se demita?

Resposta: Sim. Quando um Papa chega à clara consciência de já não se encontrar em condições físicas, mentais e espirituais de exercer o encargo que lhe foi confiado, então tem o direito – e, em algumas circunstâncias, também o dever – de pedir demissão.

Ou seja, o próprio Papa reconhece que a renúncia diante de crises e pressões seria uma imoralidade. Seria a fuga do pastor e o abandono das ovelhas, como ele sabiamente nos exortava em sua homilia de início de ministério: "Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos" (24/04/2005)."

Se hoje o Papa renuncia, podemos deduzir destas suas palavras programáticas, é porque vê que seja um momento de serenidade, em que os vagalhões das grandes crises parecem ter dado uma trégua, ao menos temporária, à barca de Pedro.

Podemos também deduzir que o Santo Padre escolheu o timing mais oportuno para sua renúncia, considerando dois aspectos:

Ele está plenamente lúcido. Seria realmente bastante inquietante que a notícia da renúncia viesse num momento em que, por razões de senilidade ou por alguma outra circunstância, pudéssemos legitimamente duvidar que o Santo Padre não estivesse compos sui (dono de si).

Estamos no início da quaresma. Com a quaresma a Igreja entra num grande retiro espiritual e não há momento mais oportuno para prepararmos um conclave através de nossas orações e sacrifícios espirituais. O novo Pontífice irá inaugurar seu ministério na proximidade da Páscoa do Senhor.

Por isto, apesar do grande sentimento de vazio e de perplexidade deste momento solene de nossa história, nada nos autoriza moralmente a duvidar do gesto do Santo Padre e nem deixar de depositar em Deus nossa confiança.

Peçamos com a Virgem de Lourdes que o Senhor, mais uma vez, derrame o dom do Espírito Santo sobre a sua Igreja e que o Colégio dos Cardeais escolha com sabedoria um novo Vigário de Cristo.

Nosso coração, cheio de gratidão pelo ministério de Bento XVI, gostaria que esta notícia não fosse verdade. Mas, se confiamos no Papa até aqui, porque agora negar-lhe a nossa confiança? Como filhos, nos vem a vontade de dizer: "não se vá, não nos deixe, não nos abandone!"

Mas não estamos sendo abandonados. A Igreja de Cristo permanecerá eternamente. O que o gesto do Papa então pede de nós, é mais do que confiança. É fé!

Fé naquelas palavras ditas por Nosso Senhor a São Pedro e a seus sucessores: "As portas do inferno não prevalecerão!" (Mt 16, 18).

Estas palavras permanecem inabaláveis através dos séculos!

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=288679

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

MENSAGEM DOS JOVENS DE SÃO LUCAS




Nós, jovens da Paróquia São Lucas, localizada em Ouro Preto – Olinda, almejamos ter o privilégio de estarmos presentes na 27º edição da Jornada Mundial da Juventude, um grande encontro internacional da juventude com o papa. O evento ocorre desde 1985, quando o papa João Paulo II o instituiu, passando a ocorrer a cada 2 ou 3 anos em países diferentes, sempre apresentando ao mundo o testemunho de uma fé viva e transformadora, e mostrando o rosto de Cristo em cada jovem. Tem como principal objetivo levar aos jovens de todo o mundo a mensagem de Cristo. A próxima edição ocorrerá no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho de 2013, com a presença do papa Bento XVI.
Estamos ansiosos e felizes com a possibilidade de nos aproximarmos do papa e, junto aos jovens de diversas nacionalidades e culturas, proclamarmos a nossa Fé, representando a nossa Paróquia. É necessário enfatizar que a nossa estadia no Rio de Janeiro não será a lazer, e sim um retiro. Estaremos constantemente voltados para a peregrinação, a catequese, as partilhas da Palavra, aos exemplos de amor ao próximo e à presença do papa. Acreditamos que nossa jornada iniciou-se em maio de 2012, quando decidimos ir ao evento. Desde então, temos trabalhado duro para conseguirmos pagar as parcelas do pacote de viagem, pois não temos condições de pagá-las integralmente. Nosso grupo é composto por doze pessoas, sendo necessárias atividades como o recolhimento, triagem e venda de materiais recicláveis, venda de doces e água, bingos e rifas. Ainda assim, existe uma grande dificuldade em quitar os boletos de cada um dos jovens mensalmente, e ainda temos quatro meses para pagar. Por isso, acreditamos na compreensão de cada membro da comunidade, para que possam nos auxiliar nessa caminhada. Qualquer contribuição, independente da forma que possam nos apoiar, ajudará bastante. Pois o conforto que as pessoas passam ao nos auxiliar coopera para que nos mantenhamos firmes nessa batalha, e assim, possamos levar a juventude dessa Paróquia à Jornada Mundial no Rio de Janeiro.

Convocamos a FAMÍLIA ECECEANA a fim de se empenhar nesta campanha, com a alegria e o amor que são próprios de todos nós que participamos do ECC de Ouro Preto.
Para quaisquer informações, doações e outras ações concretas, favor procurar os casais: Murilo e Graças  3429 3072– Luiz Henrique e Ivone 30115069.
Lembrem-se: FRATERNIDADE E JUVENTUDE

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Casamento



Padre Nicolás Schwizer
Os noivos vêm a Igreja para se casar diante de Deus e diante da comunidade cristã. É porque sentiram que esse amor que nascia, se oferecia como uma promessa de felicidade. Foi tão profunda sua experiência de amor, que decidiram: isso tem que durar para sempre.
E cada um deve ter dito para si mesmo: Minha felicidade depende desta pessoa extraordinária com a qual me encontrei. Percebo que sem ela eu não posso crescer, não posso ser feliz, necessito dela. E por isso quero unir minha vida a ela. Assim é como iniciam o caminho do matrimônio: cheios de esperança.
Mas, o que significa o sacramento do matrimônio para a história de amor que estão vivendo?
Penso que a grande maioria dos casais cristãos não tem muito claro esse significado. Existe muito de costume, de rotina e até de pressão familiar nisso.
Muitos creem que o casamento não é mais que uma simples benção do próprio amor – assim como se abençoa um automóvel ou uma medalhinha – para que Deus os proteja e não lhes suceda nada de mal. Eu sei que esse não é o conceito que vocês têm deste sacramento.
Porque o verdadeiro sentido do matrimônio cristão é: por meio deste sacramento, o Senhor faz algo com o amor. Toca este amor e o modifica, o modifica em outra coisa diferente do que era quando entraram na Igreja.
Algo semelhante aconteceu na Última Ceia, quando o Senhor transformou o pão em seu Corpo. O pão continuou parecendo pão, mas já não era pão, mas sinal de que aí está o Corpo de Cristo. A mesma coisa faz o Senhor com o amor no dia do casamento: Toma o amor dos noivos e o transforma em sinal e em presença de seu próprio amor divino.
O amor continua sendo o amor dos dois, mas ao mesmo tempo é mais – como a hóstia consagrada é mais que pão. O amor dos dois recebe a missão de ser sinal e reflexo do amor de Deus entre os homens.
E no sacramento do matrimônio, os dois vão aceitar essa missão. Vão dizer ao Senhor: Sim, aceito que meu amor se transforme em reflexo do teu.
Quero amar meu cônjuge não segundo meus desejos, mas quero tratar de amá-lo como Tu, Senhor, amas a Igreja, como Tu amas a humanidade inteira, como Tu amas cada ser humano.
No profundo de seu coração dirão ao outro: eu te aceito como a pessoa por meio da qual Cristo vai se aproximando de mim. Eu sei, Deus aproxima-se a mim por meio de muitas coisas, de muitas pessoas, de muitos acontecimentos. Mas, ao me casar contigo, te aceito como o grande caminho pelo qual Cristo vai aproximando-se a mim.
Cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor.Cada um se transforma para o outro em Santuário vivo, onde encontra Cristo. O rosto da esposa e do marido se transforma no rosto de Cristo mesmo: rosto cheio de amor, ternura, generosidade, entrega e fidelidade.
Por isso, Deus os chama a se transformar em sinais permanentes de seu amor, em sacramentos vivos de seu amor. O importante da cerimônia do casamento não é, então, o vestido da noiva nem a quantidade de convidados, mas este encontro profundo com o DEUS DO AMOR.
No livro do Apocalipse e na tradição cristã há uma imagem muito bonita, que é a imagem de CRISTO COMO SOL. Sabemos que o sol é a fonte de luz, fonte de calor, fonte de vida. E Jesus é nosso sol. Porque seu amor ilumina, esquenta e vivifica nossa existência.
E isso o que significa? Cada um há de ser Sol de Cristo para o outro: dá-lhe a luz, dá-lhe o calor, a vida que necessita para crescer. Vocês se casam porque cada um descobriu que o outro era seu sol. Porque o encontro com o outro o fez sentir feliz, seguro, aceito. E decidiram se casar, para continuar a ser o sol do outro, para continuar doando mutuamente essa luz.
Queridos irmãos, peço a Deus e a Santíssima Virgem, a Mãe do belo amor, que cada um seja Cristo para o outro, seja sol de Cristo para o outro, quer dizer: luz, alegria, vida, amor, felicidade.
Pergunta para a reflexão
1. Somos um presente um para o outro?

Se desejar se inscrever, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para:pn.reflexiones@gmail.com

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O sentido cristão do sexo – Parte II


A recusa do sexo sem motivo pode representar não apenas uma injustiça para com o cônjuge, mas também o perigo de o expor à infidelidade e o casamento ao fracasso. Isso mostra que os casais não devem ficar muito tempo separados quaisquer que sejam os motivos, especialmente por razões menores.
O afastamento prolongado deles pode gerar uma situação de estresse especialmente para o homem. Alguns conseguem superar essa abstinência sexual forçada com uma sublimação religiosa, mas nem todos tem a mesma disposição.
No entanto, é preciso dizer que os especialistas mostram em suas pesquisas que “outros fatores que não o sexo são mais importantes para a felicidade matrimonial”, uma vez que muitos casais superam seus problemas e angústias com um amor autêntico.
Sem o ato sexual o matrimônio não é consumado diz o Código de Direito Canônico, e não pode atingir a sua finalidade:
Cân. 1061 § 1. “O matrimônio válido entre os batizados chama-se só ratificado, se não foi consumado; ratificado e consumado, se os cônjuges realizaram entre si, de modo humano, o ato conjugal apto por si para a geração de prole, ao qual por sua própria natureza se ordena o matrimônio, e pelo qual os cônjuges se tornam uma só carne”.
É por essa razão – o matrimônio não poder ser consumado – que o casal que não pode, definitivamente, realizar o ato sexual, não pode receber o sacramento. Isto não se refere aos que tem o problema da infertilidade.
Cân. 1084 § 1. “A impotência para copular, antecedente e perpétua, absoluta ou relativa, por parte do homem ou da mulher, dirime o matrimônio por sua própria natureza”.
Essas normas mostram como a Igreja valoriza o sexo. O matrimônio tem como uma de suas finalidades básicas a geração dos filhos; e isso só pode ser feito, segundo a vontade de Deus, pelo ato sexual. A fé católica não aceita a inseminação artificial.
Logo, se o casal não pode realizar esse ato, de maneira irreversível e definitiva, comprovada pela medicina, não podem se casar, pois o sacramento não seria consumado. Portanto, não se trata de falta de caridade da Igreja para com esses casais, mas, de uma exigência intrínseca do matrimônio que a Igreja não pode violar.
Prof. Felipe Aquino