quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Catequese do Papa sobre a fé da Igreja


No contexto do Ano da Fé, o Papa Bento XVI fez uma importante catequese sobre a fé, mostrando que ela não pode ser algo subjetivo e apenas pessoal, mas eclesial
Entre outras coisas disse o Papa: “Não posso construir a minha fé pessoal em um diálogo privado com Jesus, porque a fé é doada a mim por Deus através de uma comunidade crente que é a Igreja e me insere assim na multidão dos crentes em uma comunhão que não é só social, mas enraizada no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário.
A nossa fé é verdadeiramente pessoal, somente se é também comunitária: pode ser a minha fé somente se vive e se move “nós” da Igreja, só se é a nossa fé, a fé comum da única Igreja.
O Catecismo da Igreja Católica resume claramente assim: “‘Crer’ é um ato eclesial. A fé da Igreja antecede, gera apoia e nutre a nossa fé. A Igreja é Mãe de todos os crentes. ‘Ninguém pode dizer ter Deus como Pai se não tem a Igreja como Mãe’ [São Cipriano]” (n. 181). Também a fé nasce na Igreja, conduz a essa e vive nessa. É importante recordar isso.
A Igreja, portanto, desde o início é o lugar da fé, o lugar da transmissão da fé, o lugar onde, pelo Batismo, se é imerso no Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, que nos liberta da escravidão do pecado, nos doa a liberdade de filhos e nos introduz da comunhão com o Deus Trinitário.
O Concílio Ecumênico Vaticano II o recorda: “Deus quis salvar e santificar os homens não individualmente e sem qualquer ligação entre eles, mas quis constituir deles um povo, que o reconhecesse na verdade e fielmente O servisse” (Lúmen gentium, 9). A fé é virtude teologal, doada por Deus, mas transmitida pela Igreja ao longo da história. Há uma cadeia ininterrupta de vida da Igreja, de anúncio da Palavra de Deus, de celebração dos sacramentos, que vem a nós e que chamamos de Tradição. Isso nos dá a garantia de que aquilo em que acreditamos é a mensagem original de Cristo, pregada pelos apóstolos.
Finalmente, gostaria de salientar que é na comunidade eclesial que a fé pessoal cresce e amadurece. Um cristão que se deixa guiar e plasmar pouco a pouco pela fé da Igreja, apesar de suas fraquezas, suas limitações e suas dificuldades, torna-se como uma janela aberta à luz do Deus vivo que recebe essa luz e a transmite ao mundo.
A tendência, hoje generalizada, de relegar a fé ao âmbito privado, portanto, contradiz a sua própria natureza. Nós precisamos da Igreja para confirmar a nossa fé e experimentar os dons de Deus: a Sua Palavra, os sacramentos, o apoio da graça e o testemunho do amor.”
Infelizmente muitos católicos, mal orientados, querem viver uma fé individualista, sem a Igreja; acabam em crise de fé e se empobrecendo espiritualmente. Nós podemos ter crises de fé, mas a Igreja, em seus dois mil anos nunca teve essa crise.
Prof. Felipe Aquino

Logomarca do Ano da Fé


Significado da logomarca do Ano da Fé
Uma logomarca vai acompanhar toda a trajetória do Ano da Fé, carregada de um significado próprio. Entenda cada parte deste logo:
Legendas da esquerda para a direita:  A nau – A Igreja, O mastro principal – A cruz, O trigrama – IHS, O sol – A Eucaristia No campo quadrado e com borda, encontra-se simbolicamente representada a nau, imagem da Igreja, que navega sobre águas sutilmente esboçadas.
O mastro principal é uma cruz que iça as velas. Estas por sua vez, realizam o Trigama de Cristo (IHS). E, ao fundo das velas, aparece o sol que associado ao Trigama remete à Eucaristia.
Prof. Felipe Aquino

domingo, 11 de novembro de 2012

ECC DE OURO PRETO REVIVE MOMENTOS DE FELICIDADE


COBERTURA EXCLUSIVA DA EQUIPE DE COMUNICAÇÃO DO ECC DE OURO PRETO – VISITE A GALERIA DE FOTOS DO NOSSO BLOG


A família ECECEANA vivenciou raro momento de felicidade por ocasião da Missa em Ação de Graça pelos 25 anos de implantação do Encontro de Casais com Cristo em nossa paróquia, presidida por D. Fernando Saburido e co-celebrada pelo Pe. Deonilson Nogueira, no dia 7 de novembro de 2012, na Matriz de São Lucas, em Ouro Preto –Olinda.
Vários foram os motivos que alimentaram a nossa felicidade que, por certo, permanecerá para sempre em nossos corações e em nossas lembranças. Entre outros motivos que nos deixaram felizes, podemos destacar os seguintes:

  •  A presença e participação do nosso querido Arcebispo Dom Fernando que, conforme já citamos, presidiu a Santa Missa e, nos agraciou com suas orientações de Bom Pastor;
  •  O atendimento ao nosso convite por parte do nosso estimado Pe. Deonilson Nogueira, que se fez presente e co-celebrou a Santa Missa;
  •  O apoio do nosso pároco Pe. Fabiano Cabral, que permitiu e nos orientou na realização do Evento;
  •  A grandiosa presença da família ECECEANA de ouro Preto, que lotou as dependências da nossa matriz de São Lucas;
  •  As presenças de várias pessoas que participaram do I ECC de Ouro Preto, na condição de dirigentes e de encontristas daquele Encontro;
  •  As honradas presenças de Galba e Auxiliadora, Ivanilda (de Vicente), Ednalda (de Romildo) e Lúcia de Ulisses, representantes da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima do Bairro Novo (nossa paróquia madrinha) e que participaram e nos apoiaram no I ECC, em 1987.
  •  A belíssima animação litúrgica a cargo do Grupo Celebrai Cânticos Litúrgicos, que sempre acompanha D. Fernando em suas Celebrações Eucarísticas dominicais na Catedral da Sé;
  •  A partilha do bolo comemorativo aos 25 anos, oferecido pelos colaboradores do ECC e, carinhosamente preparado pela nossa irmã ececeana Fátima(de Léo) e apoios.  

Além disso, destacamos, ainda, o momento da homilia daquela missa, quando todos nós ouvimos, atentamente, as sábias palavras do nosso Arcebispo (e ex-pároco) D. Fernando Saburido, quando, naquela ocasião, nos parabenizou, nos motivou e ressaltou a nossa perseverança; com efeito, também chamou a nossa atenção para os seguintes e importantes aspectos:

  1.  Que “este é o momento apropriado para se fazer uma reflexão e uma verdadeira análise da caminhada dos 25 anos, tais como: O que foi feito, o que deixamos de fazer e, o que podemos fazer, a partir de agora, em prol da nossa igreja e da família católica”;    
  2.  Nos alertou a respeito do “nosso compromisso e da nossa responsabilidade com a evangelização, o acompanhamento e outros serviços voltados às famílias da nossa comunidade”;
  3.  “A necessidade da nossa dedicação ao serviço missionário da nossa igreja católica, especialmente da nossa paróquia”;
  4.  “Integração, maior ainda, nos serviços pastorais da nossa igreja, principalmente, na Pastoral Familiar” que, segundo D Fernando, “é responsabilidade e característica próprias do movimento Encontro de Casais com Cristo”.

Temos certeza que, depois do que ouvimos e aprendemos naquela homilia de D.Fernando, o ECC de Ouro Preto tornar-se-á ainda mais consciente da sua missão a partir de agora e, buscará mais forças na oração e nas bênçãos de N.S. Jesus Cristo, para assim, melhor desempenhar o seu papel e alcançar seus objetivos no serviço de evangelização às famílias e engrandecimento da nossa Santa Igreja Católica.
Por tudo isso, digamos todos, agora e sempre, obrigado Senhor Jesus!             

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Intenções do Papa para novembro





Papa rezará pelo clero e vocação da Igreja, em novembro

1 de Novembro de 2012  (Cidade do Vaticano  Gaudium Press) - Mensalmente o Santo Padre indica ao "Apostolado da Oração" as intenções que ele tem em suas orações e convida a todos os católicos a unirem suas orações às

Para o mês de novembro o Santo Padre deu como intenções: rezar "pelo clero e pela vocação e missão da Igreja".

Com intenção geral para este mês, o Papa reza "para que os bispos, os sacerdotes e todos os ministros do Evangelho deem um testemunho corajoso de fidelidade ao Senhor crucificado e ressuscitado".

O Pontífice tem também, cada mês, uma intenção missionária. As intenções missionárias para o mês de novembro são "para que a Igreja peregrina sobre a terra resplandeça como luz das nações". (JS)

Fonte: 
http://www.gaudiumpress.org/content/41658-Papa-rezara-pelo-clero-e-vocacao-da-Igreja--em-novembro

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Casais que não conseguem ter filhos


O que a Igreja ensina nos casos de casais que não conseguem ter filhos
Muitos casais, infelizmente, não conseguem ter filhos por alguma causa de infertilidade do marido ou da esposa. Sabemos que é grande esse sofrimento: “Que me darás?”, pergunta Abrão a Deus. “Continuo sem filho…” (cf. Gn 15,2). “Faze-me ter filhos também, ou eu morro”, disse Raquel a seu marido Jacó (cf. Gn 30,1).
Mas esses casais não devem desanimar; a Igreja recomenda que valorizem o seu matrimônio. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) lhes ensina: “Os esposos a quem Deus não concedeu ter filhos podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente. Seu Matrimônio pode irradiar uma fecundidade de caridade, acolhimento e sacrifício” (CIC § 1654).
Esses casais podem e devem buscar os legítimos recursos da medicina para conseguir os filhos desejados. A Igreja ensina que: “As pesquisas que visam a diminuir a esterilidade humana devem ser estimuladas, sob a condição de serem colocadas ‘a serviço da pessoa humana, de seus direitos inalienáveis, de seu bem verdadeiro e integral, de acordo com o projeto e a vontade de Deus’” (Instrução Donum vitae, CDF, intr. 2).
A Igreja não aceita a inseminação artificial, nem homóloga nem heteróloga. E ela expõe as razões disso: “As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento. Elas traem “o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um por meio do outro” (CIC § 2376).
“Praticadas entre o casal, estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos”. “A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos… Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa” (§2377).
A Igreja aproveita esse assunto, para nos lembrar que ninguém tem o direito a um filho.
“O filho não é algo devido, mas um dom. O “dom mais excelente do matrimônio” e uma pessoa humana. O filho não pode ser considerado corno objeto de propriedade, a que conduziria o reconhecimento de um pretenso “direito ao filho”. Nesse campo, somente o filho possui verdadeiros direitos: o “de ser o fruto do ato específico do amor conjugal de seus pais, e também o direito de ser respeitado como pessoa desde o momento de sua concepção” (CIC § 2378).
Por fim, a Igreja recomenda aos casais inférteis unirem o seu sofrimento, corajosamente, à cruz de Cristo.
“O Evangelho mostra que a esterilidade física não é um mal absoluto. Os esposos que, depois de terem esgotado os recursos legítimos da medicina, sofrerem de infertilidade unir-se-ão à Cruz do Senhor, fonte de toda fecundidade espiritual. Podem mostrar sua generosidade adotando crianças desamparadas ou prestando relevantes serviços em favor do próximo” (CIC § 2379).
Nossa fé nos ensina que só os egoístas desperdiçam a vida; portanto, mesmo que os casais inférteis não possam ter seus filhos naturais, poderão ter seus filhos “do coração”; que não deixam de ser menos filhos. Quantos filhos adotados dão mais alegria a seus pais que os filhos naturais! Jesus não teve um pai natural na terra; mas teve um grande pai adotivo: São José.
Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

BAILE 25 ANOS ECC

IMPORTANTE:
Pague seu ingresso antecipado, até o dia 19 de novembro de 2012, por apenas R$ 15,00 (quinze reais).


sábado, 3 de novembro de 2012

O dízimo tem a função de atender as carências da Igreja



O Catecismo da Igreja e o Código de Direito Canônico não falam em (10%); esta exigência  não aparece no Novo Testamento, mas apenas no Antigo; e a Igreja não obriga pagar os 10% de tudo o que se ganha; embora isso seja bonito e meritório para quem desejar fazer, e a Igreja Católica até aprove isso. Quem quer e pode, pode até dar mais que 10% da renda pessoal.
O que o Catecismo diz é o seguinte (§2043) quando fala do quinto Mandamento da Igreja: “Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja”.O que diz o Código de Direito Canônico:
Cânon 222 § 1. “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros.”
Entendo, então, que o dízimo, deve ser dado a Igreja: em primeiro lugar, uma boa parte na paróquia onde a pessoa participa da missa e dos demais sacramentos. Mas, uma parte dele pode ser dada a outras instituições da Igreja que fazem evangelização e caridade: Comunidades aprovadas pelos bispos, Congregações, etc.; obras de caridade da Igreja, etc. Cada fiel deve discernir o quanto deve dar e como deve dar, 10%, ou menos ou mais. São Paulo diz: “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento” (2 Cor 9,7)
Prof. Felipe Aquino