quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Um grande sinal



Não sabemos para onde apontam os sinais da realidade brasileira em momentos de campanhas eleitorais e do cenário de julgamento do mensalão. Será que, em tudo isto, está a vitória do povo brasileiro? Quem sairá ganhando e, também, quem vai perder? É a grande incógnita de um país que não se prima pela justiça.

A Festa da Assunção de Maria contempla a vitória de Jesus Cristo sobre todos os poderes que tentam impedir a construção do reino de Deus. Maria é sinal da Igreja, daquela que tem a missão de conduzir o povo para a condição de liberdade e de vida feliz. Isto acontece na prática da fraternidade e da partilha em gesto de justiça.

A fé e o compromisso com o reino da vida são fundamentais. Isto é condição para que a pessoa seja sinal e aponte para o bem de forma correta. A fé na Palavra de Deus gera compromisso e faz das pessoas discípulas e missionárias de uma cultura de paz. Isto supõe dizer, nas palavras de Maria: “Eis a serva do Senhor” (Lc 1, 38).

Ir ao encontro do outro, como o fez Maria em relação a Isabel, algo de revelador acontece. É a generosidade, o serviço, o querer ajudar os mais necessitados. Acaba sendo sinal da presença de Deus, fazendo a pessoa superar todo tipo de atitude egocêntrica, egoísta e alheia às carências dos marginalizados da comunidade.

Tudo na natureza e na história está submetido ao poder de Deus. Mas é uma realidade também sujeita à ação do mal. O Apocalipse apresenta a figura do “dragão” que está, a todo momento, desarticulando os planos do Criador. É o retrato de quem sinaliza o poder destruidor, seja de autoridades ou de pessoas comuns.

Não podemos viver esperanças vãs e nem uma fé inútil, porque deixamos de ser sinal de vida para o mundo. Maria, com muitos títulos, a Mãe de Deus, foi sinal de uma nova realidade. Ela é sinal da Igreja, com a missão de levar Cristo para as pessoas.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Poder da Bênção


.: Ouça essa pregação na íntegra





Continuamos, hoje, nossa jornada rumo à graça de sermos libertos da maldição de toda contaminação maligna. E este texto de Efésios capítulo 6, versículo 10 ( “Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.” ): é muito propício para que tenhamos a couraça, a armadura para nos revestirmos contra as ciladas do inimigo. E precisamos nos educar na verdade. E a verdade é um aprendizado, por isso precisamos buscar essa verdade. Jesus disse: “Eu sou a verdade”Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Graças a Deus, o Brasil tem buscado esta verdade e isso nós vemos porque o Brasil é um dos países que mais investe na evangelização através de livros, CD’s, etc. Na Europa, por exemplo, não há muito material religioso.

O Papa, ainda quando cardeal, lançou o compêndio do Catecismo da Igreja Católica, e para quê isso? Para melhorar nossas vidas, para tornar mais fácil o nosso estudo da doutrina da Igreja Católica.

Eu quero falar uma coisa muito triste, mas eu tenho de falar: A ignorância tem levado muita gente para o inferno.

Vocês, pais, eduquem seus filhos na fé. A bênção de Deus está nas mãos de vocês. Se o Papa Bento XVI, que virá ao Brasil em maio de 2007, colocar as mãos na cabeça do seu filho, essa bênção não é maior do que a bênção de vocês pais. Não pense que você é o ‘todo-poderoso’ e sair por aí distribuindo bênçãos. Você tem autoridade para abençoar seus filhos. Temos de retomar a força da bênção nas famílias.

O inimigo sabe que a bênção é muito importante e boa para os filhos, por isso tem tentado acabar com essa atitude tão bela e tão santa. Sendo assim, ele tem feito com que as pessoas levem as roupas de seus filhos a centros espíritas, benzedeiras etc., ao invés de abençoarem elas mesmas os seus filhos.

Olha a sutileza que os meios de comunicação gastam para colocar no ar novelas espíritas. É realmente sutil, porque muitas vezes você chega em casa após sua jornada de trabalho cansado, depois de ter trabalhado o dia inteiro, já chega em casa e busca um sofá para se deitar e já aproveita e liga a TV, que está passando a novela em determinado canal. Você nem viu e o ‘encardido’ já entrou ao assisti-la.

Você deve me perguntar: "Mas, Padre, só de assistir uma novela o demônio vem?" Da mesma maneira como você atrai muitas bênçãos através da TV, como por exemplo, através da Canção Nova, você pode atrair coisas ruins através dessas porcarias de novelas e de tantos outros programas.

O inimigo tem usado de duas coisas muito fortes para fazer as pessoas se perderem: as falsas doutrinas e a mídia (os programas de televisão). Seis horas da tarde, o horário do terço, a maioria da população está na frente da TV assistindo uma novela espírita. Você pode até dizer: "Não tem nada, não! Eu vou à missa todo domingo, não tem problema, não".

O ‘encardido’ é muito sutil. Ele tem agido nessas pequenas coisas. Você não lê a Santa Bíblia, mas, a novelinha você não deixa de assistir um capítulo sequer.

Nós não temos a autoridade de ser exorcistas, mas nós temos o dever de fazer orações de libertação. Clame o Pai, o Filho e o Espírito Santo; reze o terço Bizantino. Peça a Deus!.

Se o seu marido é alcoólatra e você quer que ele seja curado, reze, peça: "Senhor, liberta meu marido do alcoolismo!".

Nós, da Comunidade de Betânia, temos 5 momentos de oração. Rezamos muito! Isso porque sabemos que o demônio age e precisamos estar em ordem de batalha. Não podemos ser bobos de pensar que ele não existe.

"Pai Santo, Pai Querido, Pai Amado, liberta-nos de toda maldição. Nós acolhemos a graça da libertação, por isso livremente, eu renuncio a todo objeto consagrado aos demônios, a toda marca do ‘encardido’ em minha vida; a toda maldição; a tudo aquilo que não vem de Ti, Senhor.Eu quero sair daqui hoje liberto."


Transcrição: Leandro Francisco
Fotos: Anderson Nunes
Áudio: Tatiana Gomes

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Padre Léo, scj 
Padre do Sagrado Coração de Jesus, fundador da Comunidade Bethânia que tem como carisma o trabalho de recuperação de dependentes químicos.

Profissão: Pai


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A transmissão da fé aos filhos


Dar exemplo, dedicar tempo, rezar… a transmissão da fé aos filhos é uma tarefa que exige empenho. 

Quando se busca educar na fé, não se deve separar a semente da doutrina da semente da piedade; é preciso unir o conhecimento com a virtude, a inteligência com os afetos. Neste campo, mais que em muitos outros, os pais e educadores devem cuidar do crescimento harmonioso dos filhos. Não bastam umas quantas práticas de piedade com um verniz de doutrina, nem uma doutrina que fortaleça a convicção de dar o culto devido a Deus, de tratar-lhe, de viver as exigências da mensagem cristã, de fazer apostolado. É preciso que a doutrina se faça vida, que resulte em determinações, que não seja algo desligado do dia a dia, que se converta em compromisso, que leve a amar Cristo e os demais.

Elemento insubstituível da educação é o exemplo concreto, o testemunho vivo dos pais: rezar com os filhos (ao levantar-se, ao deitar-se, ao abençoar os alimentos); dar a devida importância ao papel da fé no lar (prevendo a participação na Santa Missa durante as férias ou procurando lugares sadios – que não sejam dispersivos – para distrair-se) ; ensinar de forma natural a defender e transmitir sua fé, a difundir o amor a Jesus. “Assim, os pais infundem profundamente, no coração de seus filhos, deixando marcas que os acontecimentos posteriores da vida não conseguirão apagar”.

É necessário dedicar tempo aos filhos: o tempo é vida, e a vida – a de Cristo que vive no cristão – é o melhor que se lhes pode dar. Passear, organizar excursões, falar de suas preocupações, de seus conflitos. Na transmissão da fé, é preciso, sobretudo, “estar e rezar”; e se nos equivocarmos, pediremos perdão. Por outro lado, experimentar o perdão, o qual o leva a sentir que o amor que se lhes tem é incondicional.

Assista também: "O poder da Benção", com o saudoso padre Léo 

Explica Bento XVI que os mais jovens, “desde que são pequenos, têm necessidade de Deus e capacidade de perceber Sua grandeza; sabem apreciar o valor da oração e dos ritos, assim como intuir a diferença entre o bem e o mal, acompanhando-os, portanto, na fé, desde a idade mais tenra”. Conseguir nos filhos a unidade no que se crê e o que se vive é um desafio que deve enfrentar evitando a improvisação, e com certa mentalidade profissional.

A educação na fé deve ser equilibrada e sistemática. Trata-se de transmitir uma mensagem de salvação, que afeta toda a pessoa e deve enraizar-se na cabeça e no coração de quem a recebe, ou seja, entre os quais mais queremos. Está em jogo a amizade que os filhos tenham com Jesus Cristo, tarefa que merece os melhores esforços. Deus conta com nosso interesse por fazer-lhes acessível à doutrina, para dar-lhes Sua graça e fixar-se em suas almas; por isso, o modo de comunicar não é algo acrescentado ou secundário à transmissão da fé, mas que pertence à sua dinâmica.

Para ser um bom médico não é suficiente atender os pacientes: há de estudar, ler, refletir, perguntar, investigar, assistir a congressos. Para sermos pais, temos de dedicar tempo e nos examinarmos sobre como melhorar no próprio trabalho educativo. Em nossa vida familiar saber é importante; o saber fazer é imprescindível e o querer fazer é determinante. Pode não ser fácil, porém convém sempre tirar alguns minutos do dia, ou umas horas nos períodos de férias, para dedicá-los à própria formação pedagógica.

Não faltam recursos que possam ajudar a este perfeccionismo: abundam os livros, vídeos e portais da internet bem orientados, nos quais os pais encontram ideias para educar melhor. Ademais, são especialmente eficazes os cursos de Orientação Familiar, que não só transmitem conhecimento ou técnicas, mas ajudam a percorrer o caminho da educação dos filhos e o da melhoria pessoal, matrimonial e familiar.

Conhecer com mais clareza as características próprias da idade dos filhos, assim como o ambiente no qual se movem seus iguais, forma parte do interesse normal por saber o que pensam, o que os move, o que os põe em dúvida. Em ultima análise, permita-se conhecê-los e isso facilitará educá-los de um modo mais consciente e responsável.

As dores do crescimento


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Paciência é fundamental na arte de crescer


Ele era um menino cheio de vida, gostava de correr no campo, jogar bola, apreciar as cores da natureza; os detalhes dos acontecimentos não lhes passavam despercebidos. No entanto, muitas vezes, acordava durante a noite chorando com dores nos braços e nas pernas. Os pais, preocupados em busca da cura, foram aconselhados a deixar o tempo passar, pois lhes diziam: "são as dores do crescimento". 

Quando meu amigo me contou essa fase de sua vida, fiquei o resto do dia com esta lição. Na verdade, crescer dói, porque exige mudanças. Mudar é exigente, pois nos desinstala, nos tira da zona de conforto e nos lança para o desconhecido. Aliás, a mudança nos rouba algo que passamos a vida inteira tentando conquistar: a segurança. Naturalmente, trabalhamos, estudamos, investimos nos relacionamentos e fazemos tantas outras coisas visando a segurança de uma vida tranquila e estável neste mundo. 

Gostamos de saber qual é o terreno que nossos pés estão pisando e onde vai nos levar o caminho que optamos por seguir. É por isso que nos sentimos tão ameaçados quando a mudança chega, seja por escolha, necessidade ou até mesmo obrigação. É como se o chão fugisse dos nossos pés. É preciso ter fé, arte e generosidade para saber recomeçar sem fugir do desafio. É nesta hora que o crescimento nos estende a mão e costuma caminhar, lado a lado, com a mudança; ele quer nosso bem, mesmo que, nem sempre, seja compreendido. 

O fim de um relacionamento, por exemplo, geralmente é um momento de dor, mas também de crescimento se ficarmos com o melhor que a pessoa nos ofereceu. Uma mudança inesperada de emprego também é uma ótima oportunidade para crescer e aprender coisas novas, mudar de cidade, de escola, ter de frequentar novos ambientes, conquistar novas amizades. Tudo isso, embora nos custe certo sacrifício, também nos dará prazer e nos fará crescer se soubermos acolher a novidade de coração aberto.

Assista também: "Paciência, sinal da confiança em Deus", com Alexandre Oliveira 

Até mesmo a dor pela morte de uma pessoa querida, por mais difícil que seja, pode nos proporcionar crescimento se conseguirmos superar o luto com o olhar fixo na ressurreição. A vida segue seu rumo; entre perdas e conquistas, dores e alegrias, surgem as oportunidades para crescer a cada dia, como surgem os primeiros raios de sol a cada amanhecer. Saber conciliar os acontecimentos é uma graça, mas também um desafio. Aliás, crescer é um dos maiores desafios do ser humano, até o próprio nascimento já é uma exigência ao nosso ser; e quando se fala em crescer para o amor e para a sabedoria, o processo costuma ser lento, além de ser uma questão de escolha e paciência constantes.

Paciência é fundamental na arte de crescer, pois não se atinge a estatura adulta de um hora para outra. Nos relacionamentos, é comum, mesmo entre as pessoas que se amam, aparecerem os conflitos. Na maioria dos casos, o motivo é a falta de paciência com o crescimento do outro. Neste caso, quem conseguir respeitar a opinião alheia, mesmo sem abrir mão da sua e aguardar o momento em que Deus dará luz, fazendo com que a harmonia vença, certamente crescerá mais do que quem optar por continuar defendendo seu ponto de vista. Mesmo que, agindo assim, enfraqueça a amizade ou até cause feridas. É preciso ser amigo do tempo, também é importante lembrar que o sofrimento, causado pela mudança, mantém as pessoas mais humildes e vigilantes para amar e servir mais, priorizando o que realmente vale a pena. 

Os momentos de maiores provações em minha vida foram quando percebi mais mudanças no meu jeito de ser e agir, ou seja, quando cresci. Recordo-me de uma época de enfermidade, por exemplo, quando eu dependia da ajuda de pessoas até para realizar as coisas mais comuns como prender o cabelo, vestir a roupa e até me alimentar. Depois, tornei-me muito mais solícita às necessidades alheias. Hoje, quando vejo alguém limitado neste sentido, naturalmente me antecipo em ajudar. Talvez seja por isso que o Senhor diz em Sua Palavra: "A minha graça te basta, porque o meu poder se manifesta na fraqueza" (2 Cor 12,9).

Acredito que é assim quando Deus permite que a dor nos visite, pois, certamente, está nos oferecendo a oportunidade de crescermos em algum aspecto de nossa vida. Que saibamos acolher o desafio com serenidade e confiança, unindo nosso sacrifício ao sofrimento que o próprio Deus experimentou ao morrer por amor a cada um de nós. Enquanto a humanidade procura soluções rápidas e imediatas para o sofrimento, nós cristãos devemos buscar forças na cruz de Cristo. É nela que podemos encontrar resposta para as nossas dores e anseios.

Mais do que um símbolo de sofrimento, a cruz é a nossa esperança e a certeza de que Deus não nos criou para as coisas pequenas e passageiras deste mundo, mas para o infinito, para uma vida plena e feliz. Portanto, coragem, não tenhamos medo de crescer! A dor do crescimento é passageira e a felicidade conquistada pela perseverança é eterna. Estamos juntos.
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Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva, missionária da Comunidade Canção Nova, atualmente reside a missão de Fátima/Portugal. Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima.
Acesse o blog Fatima hoje

Subsídio “Hora da Família” direciona trabalhos da Semana Nacional da Família


A Comissão  oferece para a Semana nacional da Família 2012 o subsídio “Hora da Família” 2012 para ser um instrumento eficaz, para ser usado durante todo o ano, em especial, na Semana Nacional da Família, para introduzir a reflexão e celebração sobre o tema da família na dimensão do trabalho e na festa. O periódico foi elaborado a partir das catequeses do Encontro Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI em Milão, na Itália, realizado nos dias 30 de maio a 03 de junho.
De acordo com o subsídio, Família, trabalho e festa são um trinômio que começa com a família, para compartilhá-la com o mundo. O trabalho e a festa são modos como a família ocupa o “espaço” social e vive o “tempo” humano. O tema coloca em evidência o casal homem-mulher junto ao seu estilo de vida: o modo de viver os relacionamentos (a família), de habitar o mundo (o trabalho) e de humanizar o tempo (a festa).
Segundo o assessor da Comissão para a Vida e a Família, padre Wladimir Porreca, “o objetivo do tema é pensar na família como ‘patrimônio da humanidade’ sugerindo, assim, a ideia que a família é patrimônio de todos, contribuindo universalmente para a humanização da existência”.
O periódico é um instrumento para que, por meio de reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, se aprofunde a reflexão sobre o valor único e próprio da família e o bem que ela representa para cada pessoa e para a sociedade. A partir do tema do Encontro Mundial da Família – ‘Família: trabalho e festa’ –, três grupos são divididos para aprofundamento e reflexão.
A primeira subdivisão trata da ‘família’ (A família gera a vida; A família e a superação das dificuldade; A família geradora de uma sociedade justa e fraterna). A segunda aborda o ‘trabalho’ (O trabalho  na família; O trabalho, recurso para a família; O trabalho, desafio para a família). E por fim, a terceira divisão traz a ‘festa’ (A festa, tempo para a família; A festa, tempo para o Senhor; A festa, tempo para a comunidade). Os três grupos são introduzidos por uma catequese sobre o estilo de vida familiar (O segredo de Nazaré). “Os temas desejam iluminar a união entre a vivência familiar e a vida quotidiana na sociedade e no mundo pelo trabalho e pela festa”, explica padre Wladimir.
O assessor ainda esclarece que mesmo que cada encontro traga um tema e textos específicos focados na temática do Encontro Mundial da Família, as famílias e grupos podem ampliar ou mesmo criar outros temas. Um dos intuitos é promover reuniões que agrupem todos os membros da família, desde as crianças até aos mais idosos e que todos se sintam incluídos e valorizados.
“O importante é possibilitar a família celebrar o trabalho e a festa, através de iniciativas próprias, como palestras, encontros, seminários de estudos e fóruns de debates. É recomendável que se formem grupos de famílias vizinhas, de uma comunidade, de uma quadra, rua, escola, grupos de oração, de ambientes de trabalho, de escolas e outros, para que haja momentos de reflexão e celebração e também momentos alegres e festivos”, sugere padre Wladimir.
Na Semana Nacional da Família são de grande valor as celebrações da Eucaristia, cultos ecumênicos, bênçãos das casas. Também é oportuno dar destaques especiais, às celebrações como as ‘Bodas de Prata’ ou ‘Bodas de Ouro’ de casais que as comemoram ao longo do ano, também legitimar casamentos, por meio da renovação dos compromissos matrimoniais.
Durante Semana Nacional da Família, outras questões de grande relevância são valorizar os idosos na família; promover noites de talentos com os jovens e crianças; valorizar todos os laços familiares nas celebrações. “Para isso, é importante estabelecer proximidade com as equipes de liturgia, catequese, dimensões missionária, jovens, ecumênica e outras”, lembra o assessor.
“Ainda, como sugestões, destacamos as celebrações conjuntas precedidas de carreatas e com grandes concentrações; missas de abertura e de encerramento da Semana Nacional da Família nas Catedrais, nos Estádios, Ginásios de Esportes, Setores, Áreas, Vicariatos, Foranias, Paróquias e outras”.
Um dos grandes desafios da Semana Nacional da Família será de valorizar a presença dos filhos, dos jovens, como propósito de preparação para a Jornada Mundial da Juventude que vai acontecer no Rio de Janeiro em 2013.

Principais atividades do Ano da Fé


A Igreja vai celebrar o “Ano da Fé” entre 11 de outubro de 2012 – 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – e 24 de novembro de 2013, conforme anunciou o Papa em 16 de outubro de 2011, durante a Missa conclusiva do primeiro encontro internacional de novos evangelizadores. Diversas atividades marcam o calendário do Ano,entre as quais estão aquelas que o Papa vai presidir.
2012
6 de outubro - Pátio do gentios
A primeira atividade associada ao Ano da Fé será uma edição da iniciativa “Pátio dos Gentios” em Assis, Itália, com to ema “Deus, esse desconhecido”, o encontro entre crentes e não crentes antecipará a abertura oficial do Ano.
7 a 28 de outubro - Sínodo
Na sequência, haverá a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre “Nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.
11 de outubro - Abertura solene
Bento XVI presidirá a solene abertura do Ano da Fé na Praça São Pedro, ao lado dos participantes do Sínodo e dos presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo.
12 de outubro - "A fé de Dante"
A igreja de Jesus, no centro de Roma, vai hospedar uma sessão cultural e artística sobre “A fé de Dante”. Será apresentado o canto XXIV do Paraíso da Divina Comédia, que descreve a profissão de fé do poeta italiano.
21 de outubro - Canonizações
Bento XVI canonizará seis mártires e testemunhas da fé: um missionário jesuíta mártir em Madagascar; um catequista leigo, martirizado nas Filipinas; um padre testemunha da fé na educação dos jovens; uma religiosa que testemunhou a fé no leprosário da ilha de Molokai; uma outra religiosa, espanhola; uma leiga indiana convertida à fé católica; e uma leiga da Baviera, testemunha do amor de Cristo no leito de sofrimento.
20 de dezembro até maio de 2013 - Exposição no Castelo de Santo Ângelo
Haverá no Castelo Santo Ângelo uma exposição sobre o Ano da Fé.
2013
25 e 26 de fevereiro - Congresso
Em Roma, um congresso internacional debaterá o tema “São Cirilo e São Metódio entre os povos eslavos”.
18 de maio - Vigília com movimentos eclesiais
A vigília de Pentecostes será presidida pelo Papa com a participação dos Movimentos eclesiais.
2 de junho- Adoração eucarística
Na Festa do Corpo de Deus, o Papa presidirá a solene adoração eucarística e em todo o mundo, nesse mesmo dia, dioceses, paróquias e outras comunidades são convidadas a promover adorações.
22 de junho - Concerto
Em 22 de junho, um grande concerto na Praça de São Pedro vai celebrar o Ano da Fé.
23 a 28 de julho - JMJ
Logo depois, a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a28 de julho, no Rio de Janeiro, prevê a participação do Papa.
29 de setembro - Jornada dos catequistas
Jornada dos Catequistas, Bento XVI recordará 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica.
13 de outubro - Nossa Senhora
O Papa presidirá uma celebração em honra de Nossa Senhora, com a participação das associações marianas.
24 de novembro- Encerramento
Celebração conclusiva do Ano da Fé.

sábado, 11 de agosto de 2012

Dia dos Pais




Agosto é o mês vocacional. No segundo domingo celebramos a vocação da família, tendo os pais como destaque. Os nossos sentidos se voltam para Deus como Pai, pedindo a Ele as bênçãos pelas famílias e pelos nossos pais.

Alguém costuma dizer que as comemorações do Dia dos Pais começaram na antiguidade, na Babilônia, já quatro mil anos passados. Conta a história que um jovem chamado Elmesu teria esculpido em argila um cartão, que depois foi entregue a seu pai.

A data de comemoração do Dia dos Pais é recente. Remonta a 1909, por iniciativa de uma norte-americana que queria um dia especial para homenagear seu pai, viúvo e que tinha conseguido criar, sozinho, seus seis filhos. Com isto, o primeiro Dia dos Pais aconteceu em 19 de junho de 1910.

Nas comemorações foi escolhida a rosa como símbolo oficial da festa, sendo a vermelha para homenagear os pais vivos, e a branca para os pais falecidos. Em 1972 proclamou-se, nos Estados Unidos, o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.

No Brasil, o Dia dos Pais começou em 1953. A iniciativa foi feita pelo jornal “O Globo” do Rio de janeiro, incentivando celebração em família, tendo como base sentimentos e costumes cristãos. A data foi fixada no segundo domingo do mês de agosto.

Mais tarde, 1955, a data começou a ser comemorada em São Paulo, por iniciativa do grupo “Emissoras Unidas”, que reunia Folha de São Paulo, TV Record e Rádio Panamericana, com um show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Ali vários pais foram homenageados.

Diante de tais realidades, o Dia dos Pais acabou contagiando todo o Brasil e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto. Isto acontece também em diversos outros países, mas em dias diferentes.

Olhemos para os pais como caminho de realização dos filhos. Cabe a eles uma educação de qualidade para a vida, principalmente com seu testemunho coerente de vida. Parabéns aos pais e que sejam imagem e semelhança de Deus Pai. 

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.